A gente sabe que o que você mais quer é faturar cada vez mais. Mas, como microempreendedor, tem um detalhe importante: o faturamento precisa ficar dentro do limite. Por isso, vale tomar alguns cuidados para não passar do limite de faturamento anual e evitar dor de cabeça lá na frente. Bora ver como? 

Por que o MEI tem limite de faturamento anual?

O MEI tem limite de faturamento anual porque ele foi criado para facilitar a formalização de trabalhadores autônomos e pequenos empreendedores. 

A ideia é tirar quem trabalha por conta própria da burocracia e trazer um jeito mais simples e acessível de ter um CNPJ e benefícios do INSS.

Por isso, o modelo oferece algumas vantagens, como pagamento simplificado de impostos e menos obrigações no dia a dia. Em troca, existem algumas regras  e uma delas é justamente o teto de faturamento.

Esse limite ajuda a separar negócios menores daqueles que já cresceram e podem precisar de outro enquadramento empresarial. Afinal, conforme a empresa aumenta de tamanho, também mudam as necessidades e o valor dos impostos que devem ser pagos para a Receita Federal. 

Qual o valor do limite de faturamento do MEI?

Hoje, o limite de faturamento do MEI é de R$81 mil por ano. Mas esse valor não é definitivo. Existem propostas e projetos em discussão no governo e no Congresso que sugerem atualizar esse teto, já que a economia mudou bastante desde que ele foi definido. Por enquanto, nenhuma mudança foi oficializada.

Também vale ficar de olho em uma regra reforçada pela Resolução CGSN 183/2025: os rendimentos recebidos no CPF pela mesma atividade exercida no CNPJ MEI também entram na conta do limite de faturamento.

Qual o valor que o MEI pode receber por mês para não passar o limite?

Pra não passar do limite do MEI, dá pra fazer uma conta simples: R$81 mil por ano dividido por 12 meses. Isso dá uma média de cerca de R$6.750 por mês. Mas atenção: isso é só uma referência, não uma regra rígida por mês.

Na prática, o MEI é olhado pelo faturamento do ano inteiro. Então pode ter mês em que você fatura mais e outro em que fatura menos. O importante é que, somando tudo no final do ano, você não ultrapasse o limite. 

Como o MEI declara o limite de faturamento?

O MEI declara o faturamento por meio da DASN-SIMEI, que é a Declaração Anual do Simples Nacional. 

É por ali que o microempreendedor informa tudo o que faturou no ano anterior, seja com vendas de produtos ou prestação de serviços. Não importa se foi dinheiro, Pix, cartão ou transferência, tudo precisa entrar nessa conta.

E como não passar do limite de faturamento anual do MEI?

Aqui não é sobre travar o crescimento, mas sobre organização no dia a dia. Com alguns hábitos simples, dá pra acompanhar o faturamento e evitar surpresas no fim do ano. Olha só: 

Manter o faturamento sempre anotado

O primeiro passo é não deixar o controle “na cabeça”. Anote tudo o que entra: vendas, serviços, Pix, cartão, dinheiro. Pode ser em uma planilha, caderno ou aplicativo. O importante é ter esse número sempre à mão.

Somar todas as fontes de receita

Não vale olhar só uma parte do dinheiro. Some tudo: notas fiscais emitidas, relatórios da maquininha, transferências e qualquer outra entrada. Isso ajuda a ter uma visão real do quanto o negócio está faturando.

Definir uma média mensal de faturamento

O limite anual do MEI (R$ 81 mil) dá uma média de cerca de R$6.750 por mês. Esse valor não precisa ser seguido à risca, mas serve como referência pra se organizar melhor no dia a dia.

Ajustar o ritmo quando necessário

Se em um mês você faturar mais do que a média, não precisa se desesperar. O ideal é acompanhar o acumulado do ano e, se for preciso, ajustar o ritmo nos meses seguintes para equilibrar o faturamento.

Acompanhar o ano inteiro, não só o mês

O MEI é avaliado pelo total do ano. Por isso, o mais importante é olhar o conjunto e não apenas um mês isolado. Esse acompanhamento constante evita sustos e ajuda no planejamento do negócio.

O que acontece se o MEI passar do limite de faturamento?

A Dona Iza é aquele tipo de empreendedora que não para. Começou fazendo tudo na raça, vendendo aos poucos, atendendo cliente por cliente e quando viu, o negócio dela tinha crescido de verdade.

Só que, no meio dessa correria boa de vender mais, entra uma dúvida que pega muita gente: “e se eu passar do limite do MEI?”

Se isso acontecer, nada de desespero. Quando o faturamento passa do limite do MEI, até um certo valor extra ainda dá pra resolver de forma organizada.

Ultrapassou até 20% do limite (até R$ 97.200)

Nesse caso, o caminho é mais tranquilo.

Você faz a declaração anual normalmente, colocando todo o faturamento do ano. O próprio sistema vai calcular o valor que passou do limite e gerar um boleto com o imposto dessa diferença.

E aqui vai um ponto importante que muita gente não sabe: você não fica irregular por causa disso. Dá pra seguir o jogo com o MEI até o fim do ano.

Só que tem um detalhe: no começo do ano seguinte, você precisa pedir o desenquadramento e virar Microempresa (ME).

E o que muda depois disso? Na prática, você continua seu negócio normalmente, só que em outro enquadramento. 

E se passar de mais de 20% do limite?

Aí o cuidado precisa ser maior. Se o faturamento ultrapassa esse valor, o desenquadramento volta lá pro início do ano em que você passou do limite. 

Ou seja, você passa a ser considerado ME desde janeiro. Isso faz com que os tributos sejam recalculados nesse novo cenário, o terá os impostos calculados como microempresa. 

Regra da proporcionalidade: abriu o MEI no meio do ano? O limite muda 

Quem abre o MEI depois de janeiro não tem direito ao teto cheio do ano. Nesse caso, o limite de faturamento vira proporcional aos meses em que o CNPJ ficou ativo.

A conta é simples: R$ 6.750 × número de meses ativos no ano (contando o mês de abertura). Exemplo: abriu o MEI em julho? Então o limite daquele ano será de R$40.500.

Passou desse valor proporcional? Aí já entra como excesso de faturamento, mesmo que ainda esteja abaixo do limite anual completo.

O que acontece se o MEI não enviar a DASN?

Tem gente que pensa assim: “ah, passei do limite, melhor não mandar a declaração e ver se passa batido”.

Mas não é bem assim que a banda toca. Ignorar a DASN pode trazer dor de cabeça séria, viu?

Mesmo que tenha passado do limite de faturamento, deixar de declarar não “resolve” a situação. Pelo contrário: pode piorar tudo.

Vamos no tim-tim por tim-tim.

Multa e juros acumulados

Quando o MEI não envia a DASN, a primeira consequência é a multa automática. Ela começa pequena, mas vai aumentando conforme o tempo passa. 

Risco de desenquadramento do MEI

Se o sistema identificar que houve ultrapassagem do limite de faturamento e a declaração não foi feita corretamente, o MEI pode ser desenquadrado do regime. Isso significa sair do modelo simples e passar a ser tratado como empresa comum, com mais impostos e obrigações.

CNPJ irregular ou suspenso

A falta de entrega da DASN pode deixar o CNPJ irregular no sistema da Receita. Com o tempo, isso pode levar à suspensão ou até ao cancelamento do cadastro, travando completamente a atividade do negócio.

Bloqueio para emitir nota fiscal

Sem a DASN em dia, o MEI pode perder a autorização para emitir nota fiscal. Isso impacta diretamente a operação, principalmente para quem vende para empresas ou precisa formalizar vendas.

O limite do MEI vai aumentar?

O limite do MEI sempre gera conversa e não é de hoje. Muita gente sente que ele ficou desatualizado com o crescimento dos pequenos negócios e, por isso, o assunto vive voltando para a pauta.

O que existe, neste momento, são propostas sendo discutidas para atualizar esse valor. Entre as ideias que circulam está a de aumento do teto para algo em torno de R$140 mil por ano.

Mas é importante deixar claro: nada disso foi aprovado ainda. O que se sabe é que o tema está em debate e pode entrar em projetos que vão sendo analisados pelo Congresso. 

Em alguns cenários discutidos, essa mudança poderia acontecer de forma gradual, ao longo de alguns anos, justamente para dar tempo de adaptação para quem é MEI hoje.

Enquanto isso não avança oficialmente, o limite atual continua valendo normalmente. Por isso, o melhor caminho é seguir acompanhando o faturamento de perto e se organizar financeiramente dentro das regras de hoje e, ao mesmo tempo, ficar de olho nessas possíveis mudanças, já que elas podem impactar bastante a vida de quem empreende.

MEI, cuide do seu CNPJ

Você pode fazer isso de um jeito bem simples: usando o SuperApp da MaisMei. 

É só baixar no seu celular Android ou iOS e pronto, já pode começar a organizar sua vida como MEI sem complicação.

Por lá, você consegue emitir nota fiscal, pagar a DAS e enviar a DASN. E não para por aí: também dá pra fazer outras coisas que ajudam a alavancar o seu negócio, como criar logo, montar um site e até emitir recibos.

Tudo isso num só lugar, pra você gastar menos tempo com burocracia e mais tempo fazendo o seu negócio acontecer. Bora de SuperApp?