Todo empreendedor deve saber como separar o lucro das vendas para não acabar confundindo as finanças do seu empreendimento com as pessoais.
Muitas vezes, a gente vê o dinheiro entrando e fica tentado a usar tudo, achando que está tudo “no lucro”. Mas não é bem assim!
Separar corretamente o que é lucro e o que é capital de giro vai te ajudar a manter o negócio saudável e evitar surpresas desagradáveis no fim do mês.
Neste artigo, a gente vai te ensinar como separar, além de outros temas importantes. Bora conferir?
Por que é importante separar o lucro das vendas?
Se você é MEI ou tem seu próprio negócio, já deve ter percebido que a grana que entra não é só lucro, né? Separar o lucro das vendas do resto do capital de giro e das finanças pessoais é essencial pra garantir que o seu negócio tenha saúde financeira, que você saiba exatamente o que é o quê e, de quebra, consiga crescer de maneira sustentável.
O erro mais comum entre quem está começando é misturar tudo. Acaba confundindo o que é dinheiro do negócio com o que é seu. E aí, meu amigo, o caos financeiro começa. Você se vê gastando o que deveria estar guardado para o futuro do seu empreendimento, e, no fim das contas, o caixa do seu negócio fica comprometido. Não é por aí!
Palavras-chave que definem como separar o lucro das vendas
Antes de começar a separar o lucro das vendas, é importante entender alguns conceitos que são a base dessa organização financeira. Bora lá!
Receita vs. lucro: qual a diferença?
Receita é tudo o que entra no caixa do seu negócio. Ou seja, é o valor total das suas vendas. Agora, o lucro é o que sobra depois de pagar todos os custos e despesas.
Não é só o dinheiro que entra na conta, mas o que realmente ficou pra você, depois de cobrir todos os gastos.
Fica esperto: a receita não é igual ao lucro! Muitos confundem isso e acabam achando que o que entra é todo o valor disponível, mas não é bem assim.
Tipos de lucro: separando a grana corretamente
Agora que você já entendeu o básico, vamos partir para os tipos de lucro que você precisa dominar. O lucro bruto e o lucro líquido são conceitos que todo empreendedor precisa saber diferenciar, porque cada um tem seu papel no seu controle financeiro.
Aqui vai uma tabela que deixa tudo mais claro, pra você não se perder!
Lucro bruto
É o dinheiro que sobra depois de pagar só os custos pra fazer ou vender o produto/serviço. Ele tem uma fórmula simples: Lucro bruto = faturamento – custos diretos
Exemplo: Você vendeu R$5.000. Gastou R$2.000 com mercadoria, matéria-prima ou serviço. Lucro bruto: R$3.000
Aqui entram custos tipo:
- Mercadoria
- Matéria-prima
- Comissão direta
- Frete da venda
Lucro líquido
É o que sobra depois de pagar tudo, tim-tim por tim-tim. É o dinheiro que realmente fica no bolso. Como saber o valor? A fórmula é a seguinte: Lucro líquido = lucro bruto – despesas
Exemplo: Lucro bruto: R$ 3.000. Despesas (aluguel, internet, luz, app, imposto, contador etc.): R$ 2.000. Lucro líquido: R$ 1.000
Resumindo, viu?
- Lucro bruto: quanto sobra da venda
- Lucro líquido: quanto sobra de verdade
Margem de lucro: o cálculo essencial pra ver se o negócio tá dando certo
A margem de lucro é a porcentagem do lucro em relação à receita total. Calcular ela é muito importante porque te ajuda a saber o quanto da sua receita efetivamente vira lucro. Quanto maior a margem, melhor o desempenho financeiro do seu negócio.
Aqui vai o cálculo simples:
- Margem de Lucro = (Lucro Líquido / Receita) x 100
Se sua margem for alta, é sinal que você está controlando bem os custos e tem um bom lucro sobre o que vende. Se for baixa, é hora de repensar sua estratégia.
Agora que você já sabe os conceitos essenciais, fica mais fácil separar o lucro das vendas e entender de onde vem a sua grana, né?
Passo a passo de como separar o lucro das vendas
Não adianta só saber que precisa separar, é preciso aplicar o passo a passo correto para garantir que sua empresa cresça sem perder o controle financeiro.
Passo 1: cálculo de custos (o que realmente pesa no bolso)
Antes de começar a separar o lucro, é preciso saber quanto você realmente gasta para tocar o negócio. E ó, não vale se basear só no que lembra de cabeça, hein?
A primeira coisa é identificar todos os custos fixos e variáveis. Os custos fixos são aqueles que não mudam de mês para mês, como aluguel, luz, internet e salários.
Já os custos variáveis são os que dependem das suas vendas, como comissões, compra de matéria-prima, estoque, entre outros.
Só depois de entender tudo o que entra e sai do caixa do seu negócio, você consegue calcular o quanto precisa vender para cobrir esses custos e ainda sobrar aquele lucro suado.
Passo 2: estabelecendo uma margem realista
Agora que você já sabe seus custos, o próximo passo é definir a margem de lucro. E aqui vai um recado importante: a margem precisa ser realista, tá? Nada de querer ser o mestre dos preços altos e acabar perdendo venda!
Calcule a sua margem de lucro com base no valor que sobra após pagar todos os custos. Por exemplo, se você vende um produto por R$100 e seus custos são R$60, sua margem de lucro é de R$40.
A dica é não exagerar na margem. Estabeleça um valor que seja bom para você e ainda atraente para seus clientes. Lembre-se, a chave é o equilíbrio para garantir vendas constantes e crescimento sustentável.
Passo 3: separe seus contas bancárias PF e PJ
Esse é o pulo do gato! Separar as finanças da empresa das suas finanças pessoais é a regra de ouro para garantir um controle financeiro eficaz. Não tem erro, meu amigo, se você mistura tudo, vai acabar se enrolando.
Abra uma conta bancária PJ (Pessoa Jurídica) para o seu negócio. E nela, você vai registrar todas as entradas e saídas da empresa, sem colocar um centavo de dinheiro pessoal. Isso te ajuda a visualizar direitinho o que é lucro, o que é custo e o que pode ser retirado de forma organizada.
Nada de tirar dinheiro da empresa quando der vontade. O controle é fundamental para evitar aquela bagunça financeira e para o crescimento do seu negócio.
Passo 4: pró-labore: o que é e como separar o seu
O pró-labore é o valor que você, como empreendedor, vai retirar mensalmente para se remunerar pelo seu trabalho. E atenção: pró-labore não é distribuição de lucros!
Defina um valor que seja suficiente para cobrir suas despesas pessoais, mas sem exageros. O pró-labore é uma remuneração fixa, ou seja, todo mês você vai retirar o mesmo valor para garantir estabilidade nas finanças pessoais e não afetar o caixa do negócio.
A distribuição de lucros, por outro lado, acontece depois de cobrir todas as despesas, e é o que sobra para você ou os sócios. Esse valor pode ser retirado ou reinvestido no seu MEI, mas a diferença entre pró-labore e distribuição de lucros tem que ficar clara para garantir o equilíbrio financeiro.
Passo 5: como separar e usar seu lucro
Agora, bora falar de distribuição de lucros. Após pagar todas as despesas e impostos, se a empresa tiver um bom caixa e um lucro líquido, você pode separar uma parte para o reinvestimento ou distribuição.
Se a empresa estiver saudável financeiramente, com o fluxo de caixa sob controle, é hora de distribuir os lucros. Você pode reinvestir o valor na própria operação, seja para ampliar os negócios, melhorar a estrutura ou aumentar o estoque.
E claro, não se esqueça de usar o lucro de maneira estratégica, levando em consideração a saúde financeira do negócio a longo prazo. Quando você separa o lucro dessa forma, fica mais fácil visualizar o que está funcionando e o que precisa de ajuste. E esse controle vai te ajudar a crescer com segurança.
Ferramentas que podem ajudar seu MEI a crescer
Para separar o lucro de forma eficiente, ter as ferramentas e aplicativos certas é essencial. Se você está começando, planilhas simples já são uma excelente opção. Com elas, você consegue organizar as receitas, custos e lucros sem complicação.
Agora, se o seu negócio já está maior, investir em um sistema de gestão (ERP) pode ser o próximo passo.
Alguns sistemas populares, como Totvs, Konduto e Nuvemshop, ajudam a integrar seu controle financeiro e automatizar cálculos, facilitando o dia a dia da gestão. Com essas ferramentas, o processo fica mais organizado, e você ganha mais clareza para separar o lucro de forma simples e eficaz.
Concluindo... Lembre-se: uma boa gestão financeira é o segredo para manter o foco no crescimento sustentável do seu MEI.
Quer dar mais um passo em direção ao sucesso? Então, dá uma olhada no nosso artigo sobre a importância de ter uma conta jurídica para o seu MEI e como ela pode facilitar ainda mais a sua vida financeira.